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O que é Diabetes tipo 2? Veja suas causas e tratamentos

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A diabetes tipo 2 atinge cerca de 70% das pessoas que possuem um quadro de diabetes, e ela tem se tornado uma das doenças mais temidas dos últimos tempos, principalmente com sua relação com o aumento da obesidade.

O que é a diabetes tipo 2?

A diabetes tipo 2 é uma doença crônica, que altera o metabolismo da glicose no organismo, que não consegue mais utilizar o açúcar como fonte de energia, fazendo com que ele se acumule no sangue. Uma pessoa com diabetes tipo 2 ainda pode ter a chamada resistência à insulina.

Causas

As causas da diabetes tipo 2, porém, não estão ligadas a incapacidade do pâncreas em conseguir produzir a insulina, onde ao contrário da diabetes tipo 1, o pâncreas produz insulina normalmente. O que acontece nesse caso é que o corpo da pessoa com diabetes tipo 2, acaba por criar uma “resistência à insulina”, onde a sua utilização não é feita da maneira correta.

Existem ainda os casos onde o paciente de diabetes tipo 2 até produz insulina, mas ela não é suficiente para as demandas do seu corpo, o que pode acontecer pelo elevado aumento de peso.

Nesse sentido, a insulina que é pouca para a quantidade de açúcar no sangue acaba não conseguindo levar todo o açúcar necessário para as células, fazendo com que ele fique acumulado no sangue.

Sintomas da Diabetes tipo 2

diabetes-tipo-2Pacientes com diabetes tipo 2 acabam descobrindo a doença um pouco mais tarde, e por isso a diabetes é conhecida como uma doença “silenciosa. Nesse sentido, os sintomas começam a aparecer aos poucos, aumentando gradativamente, onde pessoas podem ter a doença há anos sem ao menos saberem disso.

Quando os sintomas começam a aparecer, eles podem ser: Fome e sede constante, visão embaçada, frequente vontade de urinar, formigamento nos pés e em furúnculos, infecções frequentes nos rins, bexiga e pele principalmente, e dificuldade na cicatrização de feridas.

Diagnóstico da Diabetes tipo 2

A diabetes tipo 2 segue os mesmos padrões da diabetes tipo 1, e pode ser diagnosticada através de três exames, a curva glicêmica, a glicemia de jejum, e a hemoglobina glicada.

Curva glicêmica: Exame que mede a velocidade com que o corpo do paciente consegue absorver a glicose após a sua ingestão. Ele é feito de maneira que o paciente ingere 75g de glicose, e após duas horas são medidas as quantidades da substância no sangue.

Valores de referência:

  • Em jejum: abaixo de 100mg/dl
  • Após 2 horas: 140mg/dl

Se a curva glicêmica for maior do que 200 mg/dl após duas horas da ingestão de 75g de glicose é detectado o diabetes tipo 2.

Glicemia de jejum

Exame que mede o nível de açúcar no sangue do paciente naquele momento, podendo ser utilizado para monitorar o tratamento de diabetes. Os valores de referência se encontram entre 65 e 99 miligramas de glicose por decilitro de sangue (mg/dL).

Sendo assim, os valores acima de 100 devem ser melhores investigados com um exame de curva glicêmica. Valores acima de 126 já são detectados como diabetes tipo 2.

Hemoglobina glicada

A hemoglobina glicada é na verdade uma parte da hemoglobina, onde essa parte se liga a glicose. Nesse sentido, se as taxas de glicose estão altas, existirá um aumento nos níveis de hemoglobina glicada.

Sendo assim, esse exame mostra uma média das concentrações de hemoglobina durante os últimos meses no organismo do paciente, e a partir desses resultados pode ser iniciada uma investigação em relação a ocorrência da diabetes tipo 2.

Quanto aos valores, um paciente próximo do limite de 5,7% de concentração de hemoglobina glicada já pode começar a investigar a ocorrência da diabetes tipo 2.

diabetes-tipo-2-tratamento

Tratamento da Diabetes tipo 2

O tratamento do diabetes tipo 2 procura diminuir os níveis de glicose no sangue, evitando as complicações da doença. Nesse sentido, uma vida mais saudável, com boa alimentação e exercícios físicos é essencial, e os principais cuidados no tratamento da diabete tipo 2 são:

Exercícios físicos

Exercícios físicos regulares são muito importantes, uma vez que ajudam a manter os níveis de açúcar controlados e evitam que o paciente engorde, piorando o quadro de diabetes.
É importante, porém, que o paciente cheque com seu médico como está a sua diabetes, pois caso a glicemia esteja muito elevada, os exercícios podem piorar esse quadro, aumentando ela ainda mais, e por isso é preciso controlar a glicemia antes de exercícios e antes de se alimentar.

Bons hábitos alimentares

Uma dieta controlada é um dos principais tratamentos para a diabetes, e nesse sentido, é importante principalmente evitar açúcares e carboidratos que possuem um alto índice glicêmico, aumentando as taxas de glicose no sangue.

A dieta em si e o que o paciente poderá ou não comer será determinado pelo médico, uma vez que existem diferentes casos de diabetes, e portanto, diferentes dietas e restrições.
Verificar a glicemia

Como já colocado, verificar a glicemia é essencial para que o paciente possa determinar melhor sua alimentação e os exercícios físicos que poderá fazer. No caso da diabetes tipo 2, o médico dirá quantas vezes por dia a glicemia deverá ser medida.

A diabetes tipo 2 tem cura?

Não. Teoricamente a diabetes tipo 2 não tem cura, porém, uma pessoa com diabetes tipo 2 pode ter uma vida com níveis normais de açúcar no sangue, durante ou após um tratamento. Ainda assim, uma pessoa que é diagnosticada com diabetes, sempre será portadora da doença, pois o controle quanto a ela terá que ocorrer durante toda a sua vida.

Quando a diabetes tipo 2 aparece por conta do ganho de peso de uma pessoa, a palavra “cura” é bastante utilizada, uma vez que quando a pessoa emagrece, ela volta a ter níveis normais de açúcar no sangue, porém, a doença mais uma vez está apenas controlada, e devrá continuar sendo controlada, pois caso a pessoa volte a ganhar peso, a doença reaparecerá, sendo assim, a cura definitiva para a diabetes não existe.

Prevenção

Pacientes com histórico familiar ou que estejam em grupos de risco em relação a doença devem tomar cuidados em relação ao peso, controlar a pressão arterial, evitar medicamentos que possam agredir o pâncreas, não fumar e praticar atividades físicas regularmente.


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